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 tributo ao Poeta FERNANDO PINTO RIBEIRO



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Fernando Pinto Ribeiro e o lavra Boletim de Poesia

                   Foi através do Poeta Ulisses Duarte, delegado em Lisboa do lavra…Boletim de Poesia, que se deu início, a partir de 2001, à ligação entre o boletim e o Poeta Fernando Pinto Ribeiro, que viria a tornar-se uma “mais valia” para esta publicação, ao aceitar tornar-se seu colaborador/redactor activo.

                  Para além de ter ajudado a divulgar o lavra…, Fernando Pinto Ribeiro, tornou-se no Amigo, mesmo até confidente, através dos inúmeros contactos telefónicos, quase semanais, por escrito e nalguns encontros pessoais, que não aconteceram mais, devido à distância que nos separava e aos meus afazeres profissionais, mas todos eles, das mais diversas formas foram determinantes para o crescimento qualitativo do boletim. Desde as preciosas “dicas”, para evitar as malditas gralhas, que ele como Poeta exigente, rigoroso e perfeccionista que era, tinha um medo terrível; ao aspecto gráfico, no qual dava preciosas indicações e nos fazia chegar desenhos e ilustrações do nosso comum amigo, o Poeta e Artista J. Leitão Baptista e do seu irmão Silva Ribeiro, ambos colaboradores do lavra….

               

                  Fernando Pinto Ribeiro, tinha à sua responsabilidade uma página com uma rubrica denominada “Fado Nosso…Nosso Fado”, onde divulgava letras e poemas, ao mesmo tempo que iam contando a história das mesmas, falando dos seus autores, compositores e intérpretes, ou seja, abordava a história do fado, da qual era profundo conhecedor e à qual tinha profundas ligações.

                 De trato gentil e amável, nunca impunha as suas preciosas orientações, que eram autênticas lições de saber estar e de Mestre da Palavra… .

                 Também a linha a lavra…Editorial lhe deve muito, tendo sido ele quem propôs que fossem incluídas as Separatas Coleccionáveis diVersos…, no boletim.

                 Relativamente aos poucos contactos pessoais, o primeiro aconteceu, a seu convite e do J. Leitão Baptista, em 22 de Fevereiro de 2003, em Lisboa, para ir assistir no Auditório do Grupo dos Trabalhadores do BES, aos Encontros Culturais – A Voz Poética de Moçambique, ocasião que foi o primeiro contacto que tive com os colaboradores e assinantes de Lisboa e arredores. O Segundo encontro, também em Lisboa, aconteceu em 26 de Abril do mesmo ano, na Casa do Concelho do Sabugal, para o lançamento da Colectânea Poética “Correntes – Louvor aos Rios”. O terceiro encontro deu-se quando o Fernando Pinto Ribeiro, juntamente com um grupo de Poetas e amigos de Lisboa, entre os quais se encontravam, entre outros, o seu irmão Silva Ribeiro e J.Leitão Baptista e Maria de Lurdes Esteves, nos concederam a Honra de participarem na “Festa da Palavra…”, comemorativa do segundo aniversário do lavra…Boletim de Poesia, que teve lugar em Vila Nova de Gaia, em 20 e 21 de Setembro de 2003. O quarto e último encontro pessoal, aconteceu em 29 de Maio de 2004, em Lisboa, na centenária Academia Recreio Artístico, por ocasião dos lançamentos do livro de Poesia “Colar de Estrelas” de Ana Maria Roseira e da Colectânea Poética “azu(l)vejo – Louvor ao Planeta Terra”.

                       

                 Segue-se a cronologia da colaboração do Fernando Pinto Ribeiro, como Poeta, com o Boletim e com as publicações da lavra…Editorial:

 

               -  lavra…Boletim de Poesia – colaborou nos números 8; 9; 10 na rubrica  “Poeta Convidado”, com o poema “S.O.S.”, ilustrado com um  desenho do seu irmão Silva Ribeiro; 11; 12 e 13.

 

            - diVersos… Separata n.º 4 - (Suplemento do Boletim n.º   12), intitulada “à luz do abismo”, com os poemas – “à luz do abismo”“Encontro Fora do Tempo”, com ilustrações de eduardo roseira.

 

            - literatura d’agrafo – n.º 19, com o poema “Cantiga de Escárnio”, no n.º 21, com o poema “Ao Novo Dia”, ambas com ilustrações de J. Leitão Baptista.

 

            - Colectânea Poética “Correntes… - Louvor aos Rios”, lavra…Editorial,  2003, Vila Nova de Gaia, com os poemas: “Bailia   do Rio Douro” e “Barcarola Sobre o Tejo” .

 

            - Colectânea Poética “azul(v)ejo - Louvor ao Planeta Terra”,         lavra…Editorial,     2004, Vila Nova de Gaia, com os poemas:   “Prelúdio”;“Ao Pão da Minha Fome” e “Ao Novo Dia”.

 

            - Colectânea Poética “Valsa da Vida - Louvor à Vida e aos seus           Prazeres”, lavra…Editorial,     2003, Vila Nova de Gaia, com os            poemas: “Fado Convite”;“(Fan)Farra Fadista” e “Livre-         Trovador”.

 

         Mesmo depois da paragem, esperemos interregno, da publicação do lavra…Boletim de Poesia, tinha para o n.º 14, a sua página “Fado Nosso…Nosso Fado”, preparada e revista por ele, assim como outras colaborações, quer noticiosas, como de divulgação de outros Poetas, que lhe custava ver pouco divulgados, como era o caso de Nuno de Montemor e Rodrigo Emílio. De realçar que mesmo neste período de paragem forçada da publicação do boletim, o Poeta e Amigo Fernando Pinto Ribeiro, continuou a ter periódicos contactos telefónicos, nos quais mantinha acesa a nossa “lavra”, dando-me incentivos de ordem literária, editorial e mesmo até pessoal, que eram autênticas lições de saber cultural, mas essencialmente Humano.

 

            Ao Poeta e Amigo, serão sempre poucas as palavras da gratidão, por parte do nosso Boletim e Editorial e a minha dívida cultural e de amizade, do Poeta Fernando Pinto Ribeiro.

 

            Com um até ao próximo encontro, deixo aqui o poema dedicado a ele e publicado no meu livro “o sorriso de deus”.

 

FADO NOSSO…NOSSO FADO…

                                               Ao Poeta e Amigo

                                               Fernando Pinto Ribeiro

 

fado nosso…

nosso fado…

triste sina

deste canto.

por vezes alegria

sorriso

encanto,

outras ironia

castigo

e pranto.

 

fado nosso…

nosso fado…

triste sina

com desdém.

dores alheias

muito nossas

nossas teias

sem ninguém.

 

fado nosso…

nosso fado…

triste sina

deste canto.

que cantando

destino

e morte

vai rimando

pena

com sorte.

 

fado nosso…

nosso fado…

triste rima

mar vazio.

vida que canto

e choro

mesmo até

quando me rio.

 

 

eduardo roseira, Director e Fundador da Editoriallavra…Boletim de Poesia

                                  

 

Vila Nova de Gaia, 28 de Fevereiro de 2009

 

 

        

 

 

" alt="Fernando Pinto Ribeiro e eduardo roseira, na Festa da Palavra/2.º aniversário do lavra..., Gaia,2003-Foto de Júlia Meireles" />

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